"A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e 1 morto rotativo..."- Millôr Fernandes
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Um Dia Comum
99% dos meus dias são como o de hoje: acordei, trabalhei, mas nada aconteceu de realmente marcante. Pelo menos até agoraaaaaaaaaaaaaaaaa....
domingo, 13 de janeiro de 2013
Momento Crítico - O Desmoronamento do Túnel da Grota Funda
O prefeito Eduardo Paes está de férias quando toca o telefone. É o secretário municipal de obras.
- Desculpa interromper suas férias, mas é que aconteceu uma coisa aqui meio chata... Sabe aquele túnel da Grota Funda?
- Sei...
- Pois é... acho que deu um probleminha elétrico, seu Prefeito...
- Probleminha elétrico? De que tipo?
- Nada não, é que a luz que fica lá no teto foi parar no chão...
- No chão? Como assim?
- É que o reboco caiu, sabe... Mas já estamos providenciando tudo...
- Mas como o reboco caiu?
- É que tava oco... Não deu tempo de fazer a estrutura direito, lembra?
- Lembro, mas não esperava que o reboco fosse cair...
- E não cairia, se não tivesse ocorrido um desmoronamento...
- Desmoronamento? Como assim? Não era falta de luz?
- Então, foi falta de luz, Seu Prefeito. A luz caiu no chão e apagou. Por causa do reboco que caiu, por causa da estrutura que não estava lá para segurar o desmoronamento...
- E o que você está fazendo pra resolver o problema?
- Mandei uma equipe da GeoRio avaliar a situação.
- Mas não era falta de luz? O que os jornais vão dizer?
- Nada... inclusive eu tomei o celular de uma pessoa que estava batendo fotos no local.
- Muito bem. Vejo que a situação está sob controle. Me mantenha informado de tudo.
- Tudo bem, sem problemas. Até mais.
- Até.
- Desculpa interromper suas férias, mas é que aconteceu uma coisa aqui meio chata... Sabe aquele túnel da Grota Funda?
- Sei...
- Pois é... acho que deu um probleminha elétrico, seu Prefeito...
- Probleminha elétrico? De que tipo?
- Nada não, é que a luz que fica lá no teto foi parar no chão...
- No chão? Como assim?
- É que o reboco caiu, sabe... Mas já estamos providenciando tudo...
- Mas como o reboco caiu?
- É que tava oco... Não deu tempo de fazer a estrutura direito, lembra?
- Lembro, mas não esperava que o reboco fosse cair...
- E não cairia, se não tivesse ocorrido um desmoronamento...
- Desmoronamento? Como assim? Não era falta de luz?
- Então, foi falta de luz, Seu Prefeito. A luz caiu no chão e apagou. Por causa do reboco que caiu, por causa da estrutura que não estava lá para segurar o desmoronamento...
- E o que você está fazendo pra resolver o problema?
- Mandei uma equipe da GeoRio avaliar a situação.
- Mas não era falta de luz? O que os jornais vão dizer?
- Nada... inclusive eu tomei o celular de uma pessoa que estava batendo fotos no local.
- Muito bem. Vejo que a situação está sob controle. Me mantenha informado de tudo.
- Tudo bem, sem problemas. Até mais.
- Até.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
As mais belas e inspiradoras frases cretinas em números romanos
i. Depois da tempestade, vem a mudança.
ii. O homem de valor é motivado pelo desejo de vencer, não de derrotar os outros. Já o homem vencedor é aquele que derrota os outros mesmo.
iii. Se você consegue sonhar, consegue fazê-lo. E, se você tem dinheiro, é só passar no caixa.
iv. É unânime: as unanimidades são burras.
v. Por trás de um grande homem, sempre existe um monte de pessoas usando-o como referência.
vi. Outro dia sonhei que o homem que sonha alto demais nunca ultrapassa seus limites. Além de acordar tarde no dia seguinte.
vii. Quem com ferro fere que atire a primeira pedra!
viii. O fracasso nos ensina, o sucesso nos embriaga. E os 99% restantes nos entediam.
ix. Quanto maior a altura, menor a forma de vida que irá derrubá-lo.
x. O pior cego é aquele que vê TV.
xi. Trabalho é como gás: ocupa todo o espaço disponível.
ii. O homem de valor é motivado pelo desejo de vencer, não de derrotar os outros. Já o homem vencedor é aquele que derrota os outros mesmo.
iii. Se você consegue sonhar, consegue fazê-lo. E, se você tem dinheiro, é só passar no caixa.
iv. É unânime: as unanimidades são burras.
v. Por trás de um grande homem, sempre existe um monte de pessoas usando-o como referência.
vi. Outro dia sonhei que o homem que sonha alto demais nunca ultrapassa seus limites. Além de acordar tarde no dia seguinte.
vii. Quem com ferro fere que atire a primeira pedra!
viii. O fracasso nos ensina, o sucesso nos embriaga. E os 99% restantes nos entediam.
ix. Quanto maior a altura, menor a forma de vida que irá derrubá-lo.
x. O pior cego é aquele que vê TV.
xi. Trabalho é como gás: ocupa todo o espaço disponível.
Mensagem de Agradecimento
Acabo de ver as impressionantes estatísticas deste blog: 18 foi a quantidade de acessos no último mês.
Ao robozinho que fica checando se alguém está atualizando o blog, meu muito obrigado.
Ao robozinho que fica checando se alguém está atualizando o blog, meu muito obrigado.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Eu Quero Ter 1 Milhão de Amigos...
Acabo de ler que na China é possível um sujeito comprar um monte de amigos virtuais. Nunca entendi direito o propósito das redes sociais, mas acredito que seja algo como "poder comparar o tamanho da genitália" se você é homem ou "se sentir querida" se você for mulher. Ainda não entendi direito o significado para as lésbicas, mas se alguém quiser contribuir para a cultura inútil universal, não sou eu quem vou impedir.
Essa coisa Freudiana do tamanho do pênis é uma realidade do universo masculino. É uma tara, sem duplo sentido, onde vale tudo: carros, tênis, salário, cargo, casa, cachorro, quantidade de dedos e, em caso de empate, quantidade de amigos no facebook.
Percebendo a quantidade de amigos que tenho no Facebook, terei que tomar providências para manter minha imagem. Minhas opções são: um, pagar uma fábula pelos amigos chineses; dois, entrar no negócio me vendendo como amigo virtual, tranformando-me no primeiro gigolô virtual. O problema de #1 é que não tenho dinheiro; já em #2, se de graça não tenho amigos, quem em sã consciência pagaria pelos meus serviços virtuais?
Essa coisa Freudiana do tamanho do pênis é uma realidade do universo masculino. É uma tara, sem duplo sentido, onde vale tudo: carros, tênis, salário, cargo, casa, cachorro, quantidade de dedos e, em caso de empate, quantidade de amigos no facebook.
Percebendo a quantidade de amigos que tenho no Facebook, terei que tomar providências para manter minha imagem. Minhas opções são: um, pagar uma fábula pelos amigos chineses; dois, entrar no negócio me vendendo como amigo virtual, tranformando-me no primeiro gigolô virtual. O problema de #1 é que não tenho dinheiro; já em #2, se de graça não tenho amigos, quem em sã consciência pagaria pelos meus serviços virtuais?
AS FABULOSAS FÁBULAS INFANTIS CONTADAS PELO MAGO MAIS FAMOSO DO MUNDO QUE NÃO É O MERLIN E POR UMA RENOMADA DAMA FLUMINENSE!
Chapeuzinho vermelho caminhava noite adentro pela floresta escura. No céu, estrelas. Na Terra, bilhões de pessoas, bichos, Chapeuzinho vermelho e uma floresta escura. Estrelas são luzes do passado, mas não tão luminosas que poss...am clarear a floresta por onde Chapeuzinho caminhava. Chapeuzinho não sabia do futuro, não enxergava um palmo à frente. Ela era a luz das estrelas rumo à casa da vovó.
A vovó morava numa favela dominada por uma milícia carioca. Gás, telefone, luz, internet, TV à cabo e lobos maus, tudo o que entrava no barraco da vovó era controlado por policiais. Chapeuzinho trajava um vestido de baile funk vermelho, colocado à vácuo, dois dedos abaixo da cintura, usava salto alto e um capuz da facção que dominava os acessos à casa daquela velha senhora.
Ao entrar no barraco da vovó, Chapeuzinho parou. E ficou. Parada. Mais um pouco. Um pouco mais. Mais um pouco. Calma, quase lá. Pronto! Chapeuzinho continuou parada, sinal metafísico e profundo de que o que virá está por vir e de que o passado, esse sim, ficou parado, lá atrás, no passado.
Chapeuzinho aproximou-se da cama da vovó, acendeu a luz, mas, por ordem da milícia, a mesma fora cortada. "Porra, vó!" - exclamou Chapeuzinho, puta da vida. "Eu não deixei a merda do dinheiro pra pagá os milícia?" - perguntou.
- É que eu tive que pagar os remédios... - respondeu a vovó, totalmente coberta.
Chapeuzinho parou. Pensou na luz das estrelas. Parou. E parou. Mais um pouco. Quase lá. Vamos, falta pouco. E assim ficou. Parada. Como a luz das estrelas, que caminham no mesmo lugar. Os pensamentos de Chapeuzinho viajavam, mas ela ali permanecia, parada. Como as rochas, eternamente banhadas pelas ondas do mar.
- Porra, vovó! - brigou Chapeuzinho. - Que merda de voz é essa? Bebeu de novo?
- Não... - respondeu a vovó. - É que peguei gripe...
- E essas pernas peludas? Não se depila mais não?
- Estou muito trêmula, minha netinha, para estes confortos... Além do mais, seu avô se foi faz tempo...
As estrelas brilhavam no mesmo lugar. As ondas castigavam as mesmas rochas. E Chapeuzinho pensava no significado de tudo isso e chorou. Chorou. E chorou. Mais um pouco, um pouco mais, pronto: tudo ficara claro para a menina!
- Você quer me comer? - perguntou, de bate-pronto.
O lobo se revelou, saltando da cama, rasgando a roupa da vovó. "Sim!" - gritou!
Chapeuzinho arregalou os olhos brilhantes como as estrelas e, docemente, disse:
- Porra, eu vim preparada! Não podia esperar o baile terminar?
A vovó morava numa favela dominada por uma milícia carioca. Gás, telefone, luz, internet, TV à cabo e lobos maus, tudo o que entrava no barraco da vovó era controlado por policiais. Chapeuzinho trajava um vestido de baile funk vermelho, colocado à vácuo, dois dedos abaixo da cintura, usava salto alto e um capuz da facção que dominava os acessos à casa daquela velha senhora.
Ao entrar no barraco da vovó, Chapeuzinho parou. E ficou. Parada. Mais um pouco. Um pouco mais. Mais um pouco. Calma, quase lá. Pronto! Chapeuzinho continuou parada, sinal metafísico e profundo de que o que virá está por vir e de que o passado, esse sim, ficou parado, lá atrás, no passado.
Chapeuzinho aproximou-se da cama da vovó, acendeu a luz, mas, por ordem da milícia, a mesma fora cortada. "Porra, vó!" - exclamou Chapeuzinho, puta da vida. "Eu não deixei a merda do dinheiro pra pagá os milícia?" - perguntou.
- É que eu tive que pagar os remédios... - respondeu a vovó, totalmente coberta.
Chapeuzinho parou. Pensou na luz das estrelas. Parou. E parou. Mais um pouco. Quase lá. Vamos, falta pouco. E assim ficou. Parada. Como a luz das estrelas, que caminham no mesmo lugar. Os pensamentos de Chapeuzinho viajavam, mas ela ali permanecia, parada. Como as rochas, eternamente banhadas pelas ondas do mar.
- Porra, vovó! - brigou Chapeuzinho. - Que merda de voz é essa? Bebeu de novo?
- Não... - respondeu a vovó. - É que peguei gripe...
- E essas pernas peludas? Não se depila mais não?
- Estou muito trêmula, minha netinha, para estes confortos... Além do mais, seu avô se foi faz tempo...
As estrelas brilhavam no mesmo lugar. As ondas castigavam as mesmas rochas. E Chapeuzinho pensava no significado de tudo isso e chorou. Chorou. E chorou. Mais um pouco, um pouco mais, pronto: tudo ficara claro para a menina!
- Você quer me comer? - perguntou, de bate-pronto.
O lobo se revelou, saltando da cama, rasgando a roupa da vovó. "Sim!" - gritou!
Chapeuzinho arregalou os olhos brilhantes como as estrelas e, docemente, disse:
- Porra, eu vim preparada! Não podia esperar o baile terminar?
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Um Conto de Carnaval
Dois intelectuais acompanhavam um bloco que se espalhava como água pelas ruas de Ipanema.
- Meu Deus! Que barbárie! - exclamou o primeiro.
- Que excitante! Tão primitivo! - comentou o segundo.
- Alguém entende o que eles cantam? Parece uma língua antiga, não consigo decifrar...
- É alguma celebração, provavelmente um ritual.
- Será que vão sacrificar alguma virgem?
- Virgem?
- É. Dizem que as virgens são sacrificadas nesses rituais.
- Que barbárie! Que carnificina!
Distraídos, os dois não perceberam a aproximação de um assaltante:
- Perdeu, preibóis, perdeu!
Os dois intelectuais surpreenderam-se.
- Nossa! Que horror! Que lástima!
- Uma pobreza de construção. Estilo péssimo, pronúncia pior ainda.
- Primeiro: o verbo está incorretamente flexionado, jovenzinho. Perderam. Per-de-ram!
- Segundo: o que seria "preibói"? Se for utilizar palavras de outro idioma, utilize-as corretamente!
- Passa relógio, carteira e celular! - ordenou o assaltante, ignorando a aula de português que recebera.
- De qual dos dois? Faz diferença, jovem. O primeiro é a forma do imperativo para o pronome tu. Como não nos conhecemos, acredito que a melhor forma para designar uma ordem para que nós dois passemos nossos pertences seja "passem"...
- Cestão de onda? Olha que eu passo vocês! - ameaçou, levantando a camisa para mostrar uma arma.
- Nossa! Ai meu Deus! Ai meu Deus! Eu não quero morrer, moço. Não quero! - imploraram os intelectuais.
- Vamos até ignorar o "cestão"... - observou um deles.
Surgiu então um guarda municipal que havia percebido a ação do assaltante.
- Pare! Eu sou um agente público destacado para garantir a lei e a ordem nestes dias de folia!
- Que bom que você chegou! Que bom seu guarda! Prenda esse meliante! Ele acabou de nos roubar!
O guarda se aproximou, olhando sucessivamente para o trombadinha com os pertences dos intelectuais, para as vítimas apavoradas, para o trombadinha, para as vítimas, até dizer:
- Tá liberado! Some daqui!
E o trombadinha:
- Fui! Valeu choque!
Sem entender, os intelectuais protestaram:
- Como assim? Ele acabou de nos assaltar? Você não vai fazer nada?
- Vou sim... - disse o guarda, algemando os dois. - Vou prendê-los por atentado ao pudor por mijar a rua...
- Mijar a rua? Meu Deus! Que barbárie!
- Que desagradável!
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